mademoiselles e messieurs

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segunda-feira, 25 de abril de 2011

Era uma casa muito engraçada.....era uma casa mal assombrada(?)



Olá queridos e queridas, preguiça de retomar à rotina depois desse feriado prolongado? Também estou desse jeito, mas preciso preparar a minha declaração de imposto de renda, o prazo vence na próxima sexta-feira. E aí, já fizeram a de vocês?. Eu gosto de fazê-la com antecedência mas desta vez não sabia onde tinha colocado o recibo do ano anterior e lá se vai á procura do dito cujo, ainda bem, que nesta minha bagunça organizada acabei encontrando, poupando-me perder o meu dia na Receita Federal.

Enquanto procurava o recibo, fui dar uma olhada no caos que está aqui em casa e percebi que eu mesma terei que dar uma geral nela,  já que a faxineira sumiu, não deu mais notícias e minha mãe está chegando do interior por estes dias. A casa em que eu moro atualmente, pertence aos meus pais e é mais do que natural que eles se hospedem aqui quando veem da Serra. Assim, preciso deixar a casa ao menos habitável, porque no momento ela está parecendo mais uma casa mal assombrada.....ui, que medo!!!!

A razão dela estar assim, é que  devo me mudar provavelmente no fim do ano ,ou início de 2012, e eu já estou começando a embalar minhas coisas, aquelas que não uso com tanta frequência, como louças,tapetes, roupas de cama, toalhas de banho e mesa, livros, dvds, acho que  assim vai facilitar na hora da mudança. Sou uma pessoa experiente em mudanças, já perdi as contas de quantas vezes mudei de uma cidade pra outra, de um bairro pra outro, sou uma criatura inquieta, andarilha, peregrina.

Meus móveis estão cobertos com lençóis daí a ideia de que a casa parece abandonada e mal assombrada, ando muito sem paciência para embelezar esta casa, mesmo achando que o lugar que a gente mora, seja alugado ou próprio,deve ser sempre acarinhado com flores, essências aromatizantes, louças bonitas, lençóis e toalhas cheirosos, afinal, é nosso refúgio, nosso aconchego.

Entretanto, estou guardando as energias, as ideias  e todo o meu carinho para o futuro lar, porém, antes de me mudar pretendo deixar a casa da minha mãe pintadinha, limpinha e arrumadinha, pois, quando precisei ,ela foi meu porto seguro, nada mais justo de que eu retribua ao partir. E assim, com um pouquinho de vergonha (como pode???) que mostro meu lar assombrado. A gente tem que ser essenêcia , mostrar o que é realmente, cristalina e transparente, triste daquele que só vive de aparências. Não é feliz, não.



O QUE SERÁ ISTO? ALGUÉM, ARRISCA UM PALPITE?
ACERTOU, QUEM DISSE, QUE É O PIANO DA """MENINA ARTISTA"""
A SALA ESTÁ ABANDONADA, PERO, OS VINHOS NÃO, ADORO!!!
A MENINA ESPALHA LIVROS  POR TODA A CASA
CAIXAS AINDA SEM ETIQUETAS
MAS ETIQUETAR TUDO, FACILITA E MUITO O TRABALHO
COISAS DA MENINA DE NOVO
ORATÓRIO QUE HERDEI DA MINHA AVÓ PATERNA, MAIS DE CEM ANOS DE HISTÓRIA
RETALHOS QUE NAS MÃOS DA MINHA AVÓ VIRARAM UMA COLCHA
A MENINA BRINCA DE SER FELIZ!!!!!!!!!!
É ELA QUEM DÁ VIDA À CASA MAL ASSOMBRADA

                  

  BEIJOS E UMA LIDA SEMANA PRA TODOS. Vou ali, fazer meu imposto de renda, mas eu volto, se DEUS quiser.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

A difícil arte de ser homem... (lá em casa).

Meu pequeno grande homem, ainda hoje ele dorme com esse ursinho.
Ás vezes morro de peninha dele porque vamos combinar, não é fácil  ser homem lá em casa não, de cara o pobre coitado tem que aguentar, todo mês, duas TPM'S (em datas bem próximas, uma da outra)  e consequentemente duas mulheres ensandecidas pelas alterações hormonais,  com o humor de cão e todos aqueles outros sintomas tão conhecidos por nós. E não pára por aí não. Por ser minoria (já que o Harry não conta, pois, apesar de ser macho é um dog)  é sempre voto vencido, o voto dele só serve para desempate e quando isso acontece , ele, por livre e espontânea pressão, acompanha  sempre o voto da relatora que no caso sou "eu".


Ele é impaciente, zangado, verdadeira "carne de pescoço" como se costuma dizer aqui no meu Siará mas aguenta com resignação todas as minhas rabugices, minha verborragia diária, meus cinco minutos de "maluco beleza". E se por acaso perde a curta paciência comigo ele passa o dia todo se penitenciando, é um tal de me achar linda mesmo quando acordo com a cara toda amassada, não importa, pra ele sou sempre linda. Antes de ir dormir sempre pergunta: Quer alguma coisa? Água, chá, cerveja, cachaça(???). Gente, esclareço,  eu não bebo, no máximo tomo um bom vinho e uma cervejinha gelada pra aguentar o calorão de Fortal City,  fazer o quê? ,se o homem é um verdadeiro gentleman. Ele é o homem da casa e cabe à ele as tarefas mais chatas , porque  Aymée  que não é besta  nem nada, nessas horas faz papel de menininha, monta no saltinho e sai de fininho, então, o menino é quem acaba fazendo, não sem antes  reclamar, chutar pedra  mas ele faz, é ele quem acorda as dorminhocas da casa, que vai na padaria comprar pão quentinho para o café da tarde, que paga as contas na Farmácia (ninguém merece a fila da Pague Menos, cruz credo), que coloca o lixo pra fora,  fecha os portões á noite, é o filmista da família (palavra  criada por ele, o mesmo que fotógrafo e responsável pelas filmagens da família Passos), que aguenta a  total ausência de gentileza do dono da mercearia perto de casa e que foi apelidado por mim de Seu Lunga (o mesmo que sujeito ignorante e sem senso de humor), durante o dia ele vai  várias vezes  no Seu Lunga comprar doces pra Madame Aymée. E antes que me acusem de '' exploração de menino" vou parar por aqui mas me diz se não é  pra ter dó desse homem? Também é verdade que o sujeito é  insultante, reclamão e cheio de manha, sente o drama: ele acorda muito cedo e cisma que quer tomar café e a criatura que vos escreve adora dormir por horas a fio mas como boa advogada que é, chama o menino para um acordo e tenta convencê-lo dos malefícios do café  e a tomar um achocolatado, sem lograr êxito , parte para a  chantagem emocional e barata (que é mais ou menos assim: eu acordo cedo a semana inteira e nem no fim de semana posso dormir? O tempo da escravidão já passou.Eu preciso desse sono pra descansar a minha feiúra, digo, a minha beleza, já não bastaram as noites que passei em claro por você?, vixe, como eu sou chata!!!) e quem disse que ele cede?. É ruim heim?. E insiste em beber o bendito  do café ,  assim como só quer comer o famigerado miojo feito por mim, pois, eu sou a única que consegue deixar o macarrão do jeitinho que ele gosta, isto é, na consistência de papa. Esse homem, menino, no alto de seus doze anos e que muita vezes mais parece um senhor de 62, tão  grande é a sua preocupação com o bem estar de todos que o cercam, não é não, vovô e vovó?, dia após dia  me enternece com esses cuidados para comigo e com a irmã, um menino que me faz rir e me descabelar com o vasto vocabulário que é capaz de criar e olha que ele nunca assistiu "O bem amado" e nem pôde se inspirar no impagável Odorico Paraguassu ( alguém lembra? ou eu é que sou velha mesma?).Oi, Colégio 7 de Setembro, dá pra prestar atenção no português desse menino? Tá, eu agradeço.Esse menino, que abre a porta do meu quarto, de cinco em cinco minutos, para comentar sobre futebol, para me contar as notícias que ele assistiu no Jornal Nacional ( e que eu não assisto), ou que usa tudo isso como pretexto pra dizer: Mamãe estou aqui, me dá um pouco de atenção, esse menino, que quando chegou quase me mata de susto, porque eu, doidinha como sou, não sabia como cuidar de um boy, eu que a vida toda brinquei de bonecas e que  só convivi com meninas, irmã, primas, colegas de colégio (católico, dirigido por freiras e só para garotas), fiquei meio que perdida e com um baita medo de não dar conta daquele menino. Nossa e como foi difícil,no ínicio, pra mim e pra ele, eu até pensava que podia ser tranquilo como foi com a Aymée, o bebê mais zen da face da terra, quase não chorava, dormia à noite toda e muitas vezes eu chegava junto ao berço pra ver se ela estava respirando, tamanha a sua tranquilidade. Mas com esse menino foi tudo diferente, ele passou os seis primeiros meses chorando á noite toda,ora de fome (nada o saciava), ora por pura manha, teve cólicas, dores de ouvido, de garganta, não tinha quem o fizesse dormir no berço, só dormia comigo ou com a babá, enfim, paguei todos os meus pecados aqui na terra até esse moleque completar um ano. E o nome que escolhi com antecedência e depois enjoei de tal forma que não aguentava nem pronunciá-lo, por isso só foi batizado bem tarde, só quando resolvi lhe dar um nome composto mas a luta foi grande  até decidir que nome combinaria com Daniel e assim,  ele foi João Daniel,  Joaquim Daniel, Ângelo Daniel, cada ida a pediatra era um nome diferente e esta devia morrer de pena daquele bebê gorducho, cuja a mãe era louca de pedra, é isso aí, pedra,me lembra Pedro (???)  e foi assim que arranjei um nome para o menino. Hoje, não importa como o chamo se de Dandan, Pedrão, Pedroca ou Daniel (ele prefere esse), o que é realmente importante é que a minha vida mudou com a chegada desse menino e se muitas vezes demoro a entendê-lo é porque ele é tão parecido comigo que chego a ficar confusa, mas não tenho dúvidas de que tê-lo foi uma escolha acertada, esse menino tímido, sensível, é o meu bem mais precioso, é o meu porto seguro, é o meu bálsamo, meu amigo de todas as horas, aquele que me faz um carinho sem que eu peça, que sempre me surpreende com um cuidado, uma gentileza, acho que quem é mãe de menino e menina, sabe bem do que estou falando, o menino consegue ser infinitamente mais protetor, mais cuidadoso conosco do que as fillhas, pelo menos aqui em casa percebo isso, não que eu viva a fazer comparações ou estimule a competitividade entre irmãos, é apenas uma constatação, acho a minha menina em algumas situações mais individualista que o meu menino, sei que existem muitas explicações na psicologia (oi Freud?) para o relacionamento entre mãe e menino macho (como diria algum cliente meu) ,mas deixemos a psicologia e o complexo edipiano para uma outra ocasião, pois esta, é tão somente pra dizer da felicidade e do orgulho que tenho de ser  mãe de menino e também porque o bichinho, carente de doer vive dizendo que eu só falo da Aymée, eu sei, são ciúmes dessa mãe aqui, quem manda eu ser legal né?. Alguém entende esse menino?. Ele é do norte, carente, abrace forte, viu?.
Que saudades!!! Daniel e a Bisa (antes de ficar doentinha), numa manhã de domingo lá em Viçosa.