mademoiselles e messieurs

segunda-feira, 18 de abril de 2011

O Francisco que está em mim!!!

Chiquinho, bem jovem



Oi crianças, aos poucos estou voltando, porque isso aqui é bom demais e vicia. Ainda não sei o que eu tenho, estou sentindo dores no lado esquerdo do corpo,  parece dor no ovário, ando numa larica louca, principalmente por chocolate, estou numa carência de dá dó, vontade de chorar. O que será isso? Será TPM?  Bom, preciso ir no médico né? 

Enquanto isso, vou na fé e na coragem, já falei por aqui que era uma compradora compulsiva e que tive que fazer tratamento medicamentoso e terapia, pois isto, comprovadamente é uma doença.

No auge, da compulsão, eu fazia coleção de quase tudo que se possa imaginar, depois entendendo melhor a enfermidade, descobri que o ato de colecionar faz parte dela, daí porque comprava 10 pares de sapatos ao mês, 15 bolsas, 5 jóias de "ouro de verdade" e por aí em diante.

O compulsivo quer comprar e usa qualquer pretexto pra comprar, comprar e comprar. Se está feliz compra , se está triste compra mais ainda. Muitas tralhas que comprei eu me arrependo, como a quantidade enorme de jóias, de louças e roupas. Ainda não me perdoei por isso mas estou trabalhando pra me dar esse perdão,porque sei que não era algo que eu fazia conscientemente, fazia por impulsividade, pra tentar camuflar os problemas.

Passado o susto, o endividamento financeiro já bem encaminhado, a compulsão controlada, restou-me ver o lado  bom desse meu comportamento doentio, que é o fato de que hoje, sou uma pessoa muito mais responsável, espiritualizada e de muita  fé.
Fé que foi fundamental para que eu saísse desse "buraco negro" em que caí ,e nessa busca deseperada por socorro e salvação, eu encontrei Francisco, o Chiquinho, como o chamo carinhosamente. Seu exemplo de vida despertou a minha admiração e devoção.
Hoje, sou totalmente apaixonada pela história de vida de São Francisco de Assis, o jovem rico que largou tudo para se dedicar aos pobres e infortunados. Tenho dvds e muitos livros sobre ele, um dos meus livros favoritos é "Conspiração Franciscana", apesar de ser  uma ficção , ela traz alguns fatos reais da vida de São Francisco, o que nos leva a pensar sobre determinadas atitudes, gestos e renúncias desse ser extraordinário.

Não me canso de garimpar, de uma forma controlada, é bom que se diga, objetos, relíquias, que me levem  á  um conhecimento maior sobre quem era esse homem de Assis. Na verdade, eu ganho muito mais presentes  do que compro,como as pessoas próximas já conhecem essa minha devoção por São Francisco, vez por outra me presenteiam com imagens dele.

Não sou uma  católica praticante, "rezadora de novenas e terços, tampouco, adoradora de imagens, esclareço, mas  gostaria de rezar um pouco mais, acho que isso faz bem pra alma, alimenta o espírito, acalma e fortalece.


Porém, existem outras formas de demonstrar fé e religiosidade, eu a expresso do meu modo e respeito a forma com que cada semelhante meu manifesta a sua crença. Eu gosto de conversar diretamente com o Chiquinho, daí, porque as imagens são importantes nesse momento, olho pra carinha dele e desabafo, perturbo e le me escuta. Não vejo nada de errado nisso, nem condeno o culto á imagens de santinhos. Assim, como  mantemos as fotografias  de amigos e da  família, como  uma forma de tê-los sempre presentes em nossa vidas, o mesmo ocorre com os Santos que temos em casa. Vejam, como eu faço para ter o  Chiquinho na minha casa, sempre junto de mim. É o Francisco que está em mim.   

Este armário é um dos cantinhos onde guardo as imagens religiosas que garimpei nos últimos anos. Tenho peças antigas e caras , outras mais baratinhas, no entanto, a importância para mim é a mesma.

Meus Chiquinhos. Estão todos bentos.
Muitas dessas imagens ganhei de presente, elas são feitas de diversos materiais.
Este quadro eu comprei já algum tempo e com certeza ele vai para a casa nova.
Também sou devota de SANTA TERESINHA,  e livros que alimentam meu espírito.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Às vezes é necessário um tratamento de choque.....

Se fosse definir o período difícil que a minha vida atravessa desde julho de 2010 até este momento, diria que estou no meu "inferno astral" ou no meu "inferno particular", tamanha são as dores, as angústias e as provações. Mas não gosto dessa expressão,definitivamente não a aceito, talvez porque não acredite na força e na simbologia que muitos atribuem a ela, mesmo achando que o inferno deva ser algo mais ou menos parecido com isso que  estou passando.

Eu não quero, não posso cruzar os braços e deixar que os meus medos e incertezas, por mais sombrios que sejam nesse momento,me dominem e me vençam. Não pensem vocês que isso é tarefa fácil, principalmente, se tudo o que meu corpo pede e quer é que eu entregue os pontos, que pare de lutar, que me deixe afundar na minha cama dia após dia, como se não existisse razão pra me manter em pé, como se não vislumbrasse um amanhã, no meio de tanta desesperança.

Mulher, você precisa sair dessa! É o que eu digo pra mim todos os dias. Pára, agora,  de se culpar pelos erros que cometeu, pára de se torturar pelo que deixou de fazer, deixa de castigar teu corpo, maltratar tua mente, porque voltar atrás não é possível, o que tá feito já era, mas repara: ainda dá tempo pra fazer algo....
E  mesmo que você não faça muito, é burrice deixar de fazer um pouquinho que seja, por achar que se não for algo grande não serve, não tem importância. Santa ignorância, a sua!!!

Então a ordem é  manter-se otimista, é resgatar a vontade de viver, é lutar,  se preparar para entrar novamente no ringue, levantar os  punhos pra impedir o nocaute do inimigo. Chega de ir à lona,  quero pés firmes para não cair na primeira rasteira que estiver por vir. Eu quero isso, quero agir assim,  preciso ter coragem mas onde encontrar a força necessária???

  É certo que sou uma mulher de fé, tenho uma fé genuína, verdadeira em Deus, disso, nem eu nem ele (DEUS) , temos dúvidas. "Senhor, eu sei que tu me sondas!" e só tu sabes o que  passa no meu coração.Mas será que só a minha fé é suficiente para vencer tamanhas atribulações?Sim, pois, Deus que conhece intimamente cada um de nós, sabe do que necessitamos e principalmente o que conseguimos suportar.
Não é Deus que nos inflige o sofrimento, somos nós que o buscamos, que nos predispomos  ás enfermidades.

Nesses dias, de profunda enfermidade física  e espiritual, me deparei sem querer (???), por coincidência, com exemplos de superação que me fizeram sentir o quanto eu sou pequena, fraca e covarde. É evidente, que nessa vida nada é sem querer ou por acaso, tudo tem sentido e razão de ser, é que estamos tão centrados no movimento orbital do nosso umbigo que esquecemos de reparar nos pequenos detalhes e ele , DEUS, está principalmente nos pequenos detalhes.

Assim, meu Deus, vou abrir esses meus olhos tão viciados, treinados, nas coisas terrenas, materiais e quem sabe assim, eu não passe a sentir a tua presença nas coisas mais simples da vida, nos gestos sutis, nas palavras mansas e nos exemplos de meus semelhantes, que diante das atribulações se mostram tão guerreiros e tão fortalecidos, que eu só posso concluir que toda essa forca advem de Ti.

Pois bem, outro dia,  conheci  a história da  advogada criminalista e sócia de um importante escritório de advocacia paulista, Alexandra Lebelson Szafir, e a sensação que tive  foi  como se levasse  um tapa na cara, um tratamento de choque mesmo,  e que me fez pensar sobre que tipo de pessoa eu sou, confesso que senti muita vergonha de mim. Apesar de  termos a mesma profissão, e de Alexandra fazer um trabalho extraordinário, atendendo  pessoas carentes, que não podem pagar um advogado para defender seus interesses judicialmente, o mesmo público a quem eu também presto assistência , eu desconhecia sua história. E foi com esse trabalho de auxílio  aos menos favorecidos que ela recebeu em 2005, do Tribunal de Justiça de São Paulo, o Prêmio Advocacia Solidária, por livrar da cadeia pessoas que sem a sua ajuda passariam anos a fio sem o direito de defesa.Foi ainda nesse ano que ela receberia a notícia que mudaria irreversivelmente sua vida. Ao mesmo tempo, que a sua trajetória de vida nos angustia, nos deixa perplexos, ela nos faz refletir, nos serve de exemplo,  imediatamente nos recuperamos do impacto e somos tomados por um sentimento de admiração e de vergonha das nossas próprias fraquezas.
Alexandra  de 43 anos é portadora de esclerose lateral amiotrófica (ELA), uma doença rara que não tem cura e que progressivamente paralisa os músculos, sem no entanto paralisar a atividade cerebral.Mesmo assim, sem se mexer, ou falar, ela escreveu o livro" Descasos: uma advogada ás voltas com o direito dos excluídos, usando os únicos movimentos que ainda lhe restavam , os movimentos do  nariz e depois arregalando os olhos , onde  indicava ao namorado, que palavras escrever,utlizando um software instalado no notebook por uma fonoaudióloga.O livro lançado em 2010, levou dois anos para ser concluído. Também é desta forma que Alexandra Lebelson Szafir continua a  exercer a profissão de advogada. Ela é a irmã mais velha do ator Luciano Szafir e é mãe de uma menina e um menino (10 e 12 anos).

Alexandra com o irmão Luciano Szafir


Palavras da Alexandra:


"É um vilão bem pior que os seres nunca conseguiriam ser" (relata Alexandra sobre a doença).

"Estava praticamente incomunicável, minhas ideias, meus pensamentos, presos na minha cabeça".

"Não tenho vocação para ser infeliz, então minha vida familiar é o mais normal possível".




Realmente, não tenho do que reclamar, Meu Deus.




Ps: Quero agradecer à todos os recadinhos que recebi e as palavras carinhosas de todas vocês: Jana, Chica, Cynthia Holanda, Nai, Cíntia Branco, Lê, Lívia e Laíssa,  Nanda e Jussara. Amo vocês em Cristo.

Beijos e logo, logo, eu volto.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Notícias!!!


Queridas e queridos que passam por aqui, achei que lhes devia uma satisfação pelo meu sumiço, a verdade é que estou passando por um momento delicado mas tenho muita fé que em breve tudo se resolverá. Beijos no coração de cada um de vocês e mandem-me boas vibrações.
Beijos.

sábado, 2 de abril de 2011

Minha gente querida, o que é isto?

(MARÇO DE 2011)
  Saudades do blog e de visitar vocês. Mas tive dias caóticos, uma semana cuidando da mocinha doente,com  ida à emergência do hospital da Unimed, que diga-se de passagem, ninguém merece, simplesmente lotadérrima. Guardada as devidas proporções e o fato de ser pago, não vejo muita diferença do atendimento privado para o Sus, será, ou estarei eu, exagerando? A emergência estava cheia, crianças saindo pelo ladrão, de todas os tamanhos, chorando por todos os lados, mães com cara de cansaço, pais, fazendo figuração, pois, não tem jeito, nessas horas, as crias só querem nós, velhas combatentes de guerra. É no nosso colo onde encontram conforto, no meu caso, com ela agora crescida, é no meu ombro que encontra arrego.Vendo tanto chororô, agradeci á Deus por não ter filhos pequenos, dei graças pelos meus adolescentes, pois,  pelo menos  agora eles sabem dizer aonde doí e o diagnóstico é mais rápido. A minha  mocinha já estava irritada e aflita com tanto berreiro, e olha que foi ela que fez questão de ir para o hospital, fato que me deixou preocupada e com a certeza que ela não estava realmente bem. Assim, como eu, ela detesta hospital e médico, quando eu chego próximo de  seres  vestidos de branco, tenho duas impressões:ou  é alma ou é médico. De alma eu não tenho medo( quer dizer mais ou menos, né?), mas de médico...sempre me dá uma moleza nas pernas e a sensação que vou desmaiar . Porém, quando se trata dos filhos (cheiro éter, dou uma cafungada no álcoll gel, uma narigada no amoníaco, na acetona,ou  no que tiver mais perto e que me ajude a  não desmaiar),viro uma fortaleza, aguento o tranco , me transformo na  pessoa mais corajosa e forte do planeta. É que assim como vocês sou mãe, sou mulher-maravilha. .Fiquei com pena da menina, primeiro porque nessa hora percebo o quanto ela é frágil e que ainda precisa muito de mim, depois, porque a menininha  achava que ia ser atendida na emergência adulta, mas que nada nos mandaram para a pediatria. Tadinha, ela pensava que era gente grande, no entanto, não passava de uma "cliente azul infantil", estava ali na senha. Sim, senha, por que não??? Porque tal como no Sus, quem tem plano de saúde recebe senha, e é senha pra tudo, senha para o cadastro ou pré-atendimento e senha pra ver a médica. Que cá pra nós, eu não confio muito não.Não consigo entender a estranheza  e o distanciamento desses profissionais, eles mal nos cumpimentam, são lacônicos. Sei lá, eu tenho experência em lidar com o público, em atender gente e sempre tenho um sorriso, um dedo de prosa, guardados pra eles, tenho paciência de sobra para ouvi-los e ajudá-los, e a minha clentela sempre foi grande  e extremamente  carente, gente com problemas jurídicos sérios e com experiências de vida pra lá de tristes.. Mas enfim, quem sou eu pra julgar o comportamento de quem quer que seja, só não aceito negligência, indiferença e incompetência em diagnosticar meus filhos, o resto dá pra encarar, nunca tive medo de cara feia, aliás, pra mim cara feia é fome. Não é que desta vez, tivemos  sorte com a médica, não era nenhuma simpatia mas pelo menos auscultou a menina, fez algumas perguntas e laconicamente respondeu as minhas. Diagnóstico: A menina estava apenas gripada, o que para mim era motivo de alívio, já que a última vez que estivemos no mesmo hospital, ela estava com pneumonia, já  até perdi a conta de quantas vezes ela esteve internada por complicações respiratórias, por conta de pneumonias e crises de asma. Eu costumo ser muito descrente com relação a estes diagnósticos bate - pronto, do tipo: É só uma gripe, mãe. É virose, mãezinha. Por isso, tento me controlar nessa horas, para não mostrar o quanto sou uma mãe neurótica, nervosa e hipocondríaca , tive que me esforçar pra não pedir um raio x de pulmão, uma ressonância e sei lá mais o quê, uma tomografia computadorizada, talvez." Devia ter pedido ao menos um hemograma, pensei depois, na volta pra casa".Naquele momento, entretanto, resolvi desencanar, fiquei "tranquila" e aceitei o diagnóstico da gripe, com todos os antibióticos que ela prescreveu, o aerosol e o xarope. Dizem as pesquisas que realizar  multitarefas compromete a eficiência. Tenho minhas dúvidas quanto a isso( preciso pensar mais sobre o assunto), nos dias atuais, qual mulher não executa várias tarefas, não desempenha vários papéis ao mesmo tempo?  O fato é que desde que sai do hospital,  estou exercendo uma outra função, a de enfermeira da menina, agora sou: advogada, dona de casa, mãe e enfermeira. Dormir que é bom , nada, o remédio é de hora em hora, tem a preparação do aerosol, tem o drama que a menina faz pra tomar a medicação e a proibição expressa por parte dela de não me aproximar do meu notebook. Isto está com cheiro de chantagem? E é mesmo, reconheço que é a mais pura e barata chantagem mas eu sempre caio nessa, por mais que depois me arrependa . Ainda  há pouco, quando me sentei para postar este texto ela disse: Aff.. já vai entrar nisso? Vou sim 9respondi com um sorriso amarelo). Graças à Deus ela já está bem, e agora somos eu e o menino que estamos doentes. Meu corpo doí muito, minha garganta tá um suplício... Emergência da Unimed? Vou não, só no último suspiro é que chego por lá. Próxima semana, todo mundo vai ao médico, esse de verdade, que conhece os meninos desde pequenos, e que depois de cada consulta  ainda dá  pirulitos e brinquedinhos pra eles, tal como fazia quando eles eram bebês, que sabe exatamente que tipo de mãe eu sou, calma, pero, no mucho,  curiosa e cuidadosa. Nesses dias de epidemia de dengue, é preciso ter cuidado com diagnósticos simplistas demais, como virose e gripe. Ah, e eu explique pra menina que o médico que trata de adolescentes é o herbiatra  e  que pediatra é o que trata de bebês. Ela olhou pra mim e disse: Grande coisa!!! Dá tudo no mesmo. Será????
 
Agora, mudando totalmente de assunto (provando que a minha disritmia não me abandona nunca), quero mostrar algo pra vocês: No ano passado,  falei dele por aqui, quando ele era apenas um projeto, não é um sonho, porque eu nunca sonhei com este tipo de coisa, sou nômade por natureza, gosto de estar ora aqui, outra acolá, mas depois que a gente tem filho é preciso mudar conceitos, estilo de vida, ser mais pragmática, enfim, é preciso "caretar" um pouco. Eu estou tenando ser um pouco "normal", se vou conseguir, é uma icógnita mas tou tentando, já tenho até um lugar pra fixar residência e pra quem me conhece isto significa uma EVOLUÇÃO. Queria mostrá-lo pra vocês, o prazo de entrega é dezembro de 2011, queria vê-lo com bons olhos, como algo bom mas ele me dá ideia de conformismo, de rendição, de ter que fincar os pés pra sempre no mesmo lugar. Será que ainda vou conseguir voar? Não quero que me cortem as asas, ainda mais, que me cerceiem os sonhos, mais ainda..... Vamos ás fotos???


 - Quando se compra um imóvel na planta é preciso atentar para certos detalhes, é preciso tomar alguns cuidados. Por mais que você saiba que a construtora é idônea, séria e conhecida no mercado imobiliário, mesmo assim, é necessário precauções. Deve-se ler tudo antes de assinar, principalmente cláusulas de conteúdo grande e letras miúdas,  deve-se guardar tudo referente ao imóvel, toda a papelada, todos os recibos,todo o material publicitário, como propagandas, folders,etc. É prevenir pra não chorar depois.  BEIJOS E VOU FAZER O POSSÍVEL PARA VISITAR VOSSOS CANTINHOS.


E aqui, é como ele deve ficar depois de pronto, em dezembro de 2011:

Gran Royale Home Resort

Esse pedaço de verde foi determinante na minha escolha.



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