mademoiselles e messieurs

terça-feira, 16 de novembro de 2010

A arte de viver sozinha!

Mademoiselle Hilda  Hilst, bonita, inteligente e culta, deixou tudo para trás e refugiou-se numa chácara em São Paulo, para exercer o seu  maior mister que era escrever.
           Nesse feriado, sem saber onde havia colocado o livro que estava lendo (chama-se "a exceção" e custou R$ 9,99  nas Lojas Americanas, não estranhe  mas eu compro livros em qualquer ocasião e lugar),fui procurá-lo e acabei me deparando com  um outro livro que não sei como foi parar nas minhas coisas e nem sei a quem pertence (não, eu não furtei) , enfim, se for de algum conhecido o livro chama-se "A arte de viver sozinha", a autora é a francesa Daniéle Laufer e lamento informar mas  só vou devolvê-lo quando terminar de ler. Como tenho o hábito de ler mais de três livros ao mesmo tempo, pois não tenho paciência de ler um mesmo assunto por dias seguidos(sim, eu tenho problemas e faço terapia, ok?), comecei a ler o dito cujo e gostei. Uma coisa que me chamou atenção foi o fato dele  ter  sido escrito há quase vinte  anos e  mesmo assim  conseguir manter-se  atual, ou seja,  as mesmas inseguranças, medos e incertezas que  atormentavam as mulheres sozinhas naquela época são  também pertinentes à nós, mulheres de agora . Perguntas do tipo: E se eu mudasse o visual? Ou arranjasse um novo trabalho? Como é que eu vou trocar sozinha  o pneu do carro, a lâmpada que queimou e abrir  o vidro  de palmito? (Não sei quanto a vocês mas essas coisas eu não consigo fazer mesmo). Posso sair com casais amigos sem ter a sensação de "vela"? Paquerar ou ser paquerada? Achei o livro inteligente, bem humorado e ele  como os outros do gênero, pode ajudar sim,  nem que seja a ter uma visão mais leve e otimista da situação pela qual se está passando, assim,  o grande mote para quem está solteira  por opção própria ou do outro, é  tentar viver em alto astral,       descobrindo as delícias  proporcionadas pela liberdade, como novos programas, novas amizades e até um novo amor.  E enquanto ele não vem que tal aproveitar pequenos prazeres e descobrir que viver sozinha pode ser formidável. Já imaginou poder assistir ao filme que tiver vontade, quando quiser e se encher de pipoca e doces, sem ninguém pra dizer o quanto você vai engordar comendo aquilo. Poder colocar o dedo no nariz quando tiver vontade( ok, isso também não me agrada mas a autora é  francesa). Poder começar um tubo de pasta de dentes apertando bem no meio. Manter a porta do banheiro sempre aberta. Não precisar tomar banho se você só tem vontade de lavar o rosto e os pés (calma gente, eu já avisei que a moça é  francesa).  Poder comer     alho e cebola crua sem escrupúlos, ser perfeitamente egoísta e egocêntrica, viver no seu  próprio   ritmo.      Não ser obrigada a se entrincheirar no banheiro para tirar um cravo... é a maior das beatitudes.  E        saber     que        ainda  tem    xampu           no          vidro   comprado         na      última     semana .             São     pequenos      prazeres     incomensuráveis .    Poder  até dormir  com um urso de pelúcia se der vontade,  afinal   a cama é só sua . Eu ainda acrescentaria  a essa listinha , algo que considero o pior  em  ser mulher, depois da TPM é claro, que é manter a depilação sempre em dia , oh céus , isso é uma tortura. E eles nem avaliam o quanto sofremos. Tudo isso pode parecer fútil, mas não nos enganemos, pois ainda vai mais longe. Já que esse celibato,  espontâneo ou forçado, é uma descoberta de si mesma. Na vida a dois, nos perdemos um pouco de nós mesmas no decorrer do caminho. O que é natural, pois nos misturamos com outra pessoa e muitas vezes deixamos de ser o que realmente somos e passamos a projetar uma imagem de nós muito mais para agradar ao outro, e nessa de querer agradar ao outro, aceitamos o que o outro faz para nos agradar, mesmo que realmente não nos  agrade.     Entenderam?        Passamos todo o tempo fazendo concessões   e  acabamos nos tornando  uma excelente companhia,  nada mais do que isso.   Quando na verdade já não sabemos  quem somos e o que queremos. Quando se está sozinha, avança-se em direção á própria verdade e por mais que isso possa parecer aterrorizante, não  mata.  Encarar  essa nova fase da  vida com otimismo e bom humor, permanente ou não,  te fará melhor,  trará aprendizado. Aprender a dizer não. Não, ao que a chateia. . Não, ao que você não  está    a   fim, portanto não vai fazer.   Viver sozinha é ter acesso a   um   egoísmo   soberano.
Agora,   se você  é uma daquelas que adquiriu o  " pacote   felicidade"    com  que toda adolescente (mesmo a mais moderninha ) sonha: casa, marido e filhos, sinto dizer que todo o resto é possível mudar, a casa, o marido, mas os filhos, estes, jamais te deixarão sentir a sensação de estar só, para o bem e para o mal, eles  estarão sempre por perto, gritando: Mãeeeeeeeeee. E não adianta sonhar com o dia em que eles estarão crescidos, empregados e morando sozinhos, assim mesmo,   estarão ali e agradeça  á Deus por isso. Duvida? Pergunte a sua mãe. Afinal, pra quem você  liga quando está sozinha (Alô mamãe.....).

sábado, 13 de novembro de 2010

Maxi Jóias - Tendências do verão 2011

Chanel lançou moda de usar grandes jóias, desenhando e criando uma série de adereços inspirados no movimento Art Deco dos anos de 1930, como os broches de camélia.
De  lá pra cá muitos anos se passaram, muita coisa virou moda e outras deixaram de ser. Agora é a vez dos acessórios voltarem com força total , as maxi jóias vem com tudo e vão ditar a moda nas festas de final de ano, Natal e Reveillon, nas férias e no alto verão. A ordem então, é aderir sem medo essa tendência e brilhar literalmente.
Mas antes de sair por aí gastando, dê uma olhada no que você já tem e faça uma repaginada, uma releitura e só depois saia para garimpar peças novas.
Os acessórios do verão 2011 virão coloridíssimos e com formas geométricas que passam de longe da linha reta. Pérolas retornam com tudo, sempre charmosas e elegantes (eu amoooo!), perdem a "cara de vovó", se usadas com dourado. Também podem ser usadas com flores e laços, para um visual mais romântico.
As mulheres podem apostar em correntes, argolas, pedrarias, anéis maxi e flores, muitas flores. As cores   laranja,  marfim e o dourado e formas assimétricas tem que fazer parte do seu porta-jóias que também tem que ser maxi para caber tantas "coisinhas".
Caso você seja uma mulher básica e não se rende a moda do volume, resta a alternativa de abusar do brilho e franjinhas metálicas. Ou abusar de looks sóbrios e adicionar maxi colares e maxi pulseiras coloridas.
"O acrílico também aparece e pode ser mesclado com transparências e rendas. Brincos de argola serão must-hove! Palavras da joalheira Lydia Dana, que desenha jóias lindas e tem na sua clientela muitos famosos como a apresentadora, Ana Maria Braga.
  • *Jóias  de Lydia Dana

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Eu e a minha compulsão por jóias.

  • Por decisão da maioria (ou seja, minha decisão),esse blog, inicialmente, não terá nenhum critério ou cronograma, sobre qual assunto deverá ser postado aqui, portanto, a regra é não ter regra,       afinal, de regrinhas estou cheia ,são muitas na minha vida profissional, na minha vida de mulher independente, mãe, filha e irmã. Sendo assim, não estranhe, nem pense que sou louca (talvez eu seja um pouquinho), ou que sofro de disritmia (não descarto essa hipótese), se após um papo leve sobre poesia (uma das minhas paixões), eu resolva escrever em seguida sobre jóias (outra paixão, uma compulsão?) e de como essas coisinhas lindas, reluzentes e poderosas quase acabam com esta Mademoiselle. Sim, elas quase me destruíram e tudo isso pelo fato de que eu não me controlava quando passava diante de uma joalheiria. Eu ficava angustiada    (ficava? sim, estou em tratamento para frear e curar esse comportamento compulsivo)  enquanto não conseguia comprar o brinco, o anel ou a pulseira que tinha visto na loja, ás vezes todos eles ,outras , nem precisava ser algo caro , um simples  brinquinho já me dava uma sensação de bem estar. Detalhe: Tinha que ser de ouro. Eu não gostava de bijouterias , ainda abria uma  exceção para a prata mas com muita desconfiança).   Loucura né?   Mas na época  eu não tinha a  percepção do quanto isso era esquisito e doentio. A Madoiselle aqui, era o que se podia chamar da alegria das vendedoras de jóias, todo mês, eu batia ponto e lá ia toda feliz e endividada fazer minhas comprinhas.Observou que eu disse todo mês? Então tá. As vendedoras eram tão boazinhas e prestativas, quando eu não aparecia, elas ligavam para minha casa deseperadas e preocupadas com
o meu sumiço e me intimavam  a aparecer para comprar meus mimos dourados.  Chérri, o amor é lindo e eu me sentia tão amada! ( eu sou do norte, sou carente, me abraça forte). Nesse impulso desenfreado de comprar, eu realmente montei um acervo considerável de coisinhas reluzentes. Mas será que valeu  á pena? Do ponto de vista financeiro foi melhor ter gasto meu dinheirinho em jóias do que em sapatos, bolsas e outras coisinhas do gênero (e aqui não vai nenhuma crítica a quem torra o seu dinheiro numa bolsa ou sapato de grife). Ainda assim, eu me questiono muito sobre esse meu comportamento abominável  (mesmo que plenamente justificado e compreendido pela psiquiatria) e  o desconforto que causei aos outros e a mim mesma ,a conclusão  que chego é de que  emocionalmente não valeu á pena. Penso em quantas coisas deixei de fazer, lugares que deixei de conhecer (ah, Paris!!!), restaurantes a que não fui, algo mais significativo  que não priorizei. Mas enfim, nunca fui de chorar pelo leite derramado, tampouco de transformar minha vida num muro de lamentações, nem de responsabilizar os outros pelos meus atos, assumo minhas inseguranças, meus medos, minhas escolhas erradas e minha compulsão. Tanto que quando vi que não estava bem, quando meu comportamento começou a me incomodar e constranger, quando percebi  que passada a euforia da compra  eu caía num abatimento profundo e que só melhorava quando comprava  mais , aí entendi  que   era  hora de buscar ajuda  profissional e o fiz. Sei o que tenho e aos pouquinhos vou descobrindo o que me levou a agir deste modo, o processo é longo, a  força para vencer isso está dentro de mim, cada dia é um dia de vitória a ser comemorado(espero comemorar muitos aqui). Continuo apaixonada por joías e é o presente que sempre desejo receber e dar, conheço muito sobre o assunto, mas não há nada nem ninguém no mundo que me faça entrar numa joalheiria pra comprar, do modo que comprava antes. Hoje, eu até ouso entrar numa  loja mas apenas pra ajudar alguém a escolher um presente, ou simplesmente pra conferir os lançamentos, as tendências, vejo, peço pra tocar, pergunto preço, indago sobre os designers, os materiais usados e depois vou embora feliz e saltitante.Não é vergonha nenhuma admitir que se tem um problema e buscar ajuda , se você se identificou com a minha história, é hora de abrir seu olhinho, a minha compulsão por jóias é   muito cara de bancar e  por isso me trouxe sérios problemas, mas ela pode  ser por coisas que a gente acha  absolutamente normal, necessária  e baratinha, por exemplo: esmaltes(comprar 100 esmaltes de cores parecidas, se identificou?), maquiagens( 100 tipos de batom, sombra,  pó  )e  roupas, mesmo que de lojas mais populares. A questão não é o ato de comprar em si , porque simplesmente não dá  para  parar de comprar, o problema é quando isso vira o foco , o centro da sua vida, quando você acha natural gastar  quase todo o seu salário nessas "comprinhas" , ou estourar o limite do seu cartão de crédito, ou,  passar vários cheques pré datados, ou, tudo isso de uma vez. O que sei (por experiência própria) é que um dia tudo  desmorona e caí sobre você e para sair com o mínimo de sequelas é preciso determinação e força, há de ter coragem  para se levantar e dar á volta por cima. Então, fique atenta e não deixe as coisas chegarem a esse ponto. Não tenho a intenção de ser exemplo para ninguém, até bem pouco tempo eu não conseguia sequer elaborar um pensamento desse tipo, o que dirá escrever mas se  me permite eu gostaria de  dizer  que agir de forma equilibrada, responsável e  contida é difícil, mas  não é impossível  e eu  não troco essa sensação por esmeralda nenhuma, minha paz interior vale muito mais que qualquer jóia, verdadeiramente ,  ela é a minha pedra mais preciosa. Agora a pergunta que não quer calar:  se eu ainda vou comprar jóias? É claro que vou, jóias são eternas e bom investimento, o que estou tentando aprender é que  nenhum objeto, por mais valioso que seja, tem o poder de suprir minhas carências, nem solucionar meus problemas, nem mesmo o maior diamante do mundo.   (Ah,  se você quer saber eu já nem acho as vendedoras tão fofas assim ). Ué???. e parabéns pra você que teve  paciência de ler o texto até o final.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Muito Prazer, eu sou Gabrielle Coco Chanel...

e eu também.    E aí já deu pra perceber por quem morro de amores?