mademoiselles e messieurs
sábado, 18 de dezembro de 2010
Um é ruim, dois nem pensar e três ninguém merece...
Socorro!!! Eu preciso dar um jeito nessa situação o mais rápido possível, antes que isso acabe com a minha sanidade mental, com a minha paz de espírito e com o meu jeito leve de ser. Até parece castigo, logo eu que sempre me vangloriei de ter sido privilegiada pela natureza e pela genética, e de não ter unzinho sequer né?, eis que de repente, numa tranquila manhã de sábado e de temperatura amena aqui, em Fortal City (coisa linda e rara), me deparo com a visita indesejável dessas criaturas, dessas coisinhas intrometidas , só para estragarem o meu final de semana. Será que me rogaram praga? Será que eles vieram pra acabar com a minha dignidade? Como ficará a minha auto estima a partir de agora ? Será que eles vão tomar conta de mim e da minha cabeça de uma vez? Eu deixarei de ser quem sou por conta da presença deles?. Afinal , quem deu ordem para esses "pentelhos" aparecerem por aqui? (Ops...desculpem-me os modos mas estou revoltada com a situação ).Oh céus, quantas perguntas sem respostas e que não querem calar dentro desse meu coração aflito, e é com a voz embargada pela tristeza e emoção, que tento responder a mim mesma que eu não sei, eu juro que não sei o que fazer. Seria muita crueldade arrancá-los abruptamente da minha vida? Cortar em definitivo os laços, digo, os fios que nos unem?. Que direito eu tenho de fazer isso? . Acho que o momento não é o ideal para atitudes drásticas, afinal, o espírito natalino está no ar e nessa época eu fico ainda mais boba ( se é que isso é possível) , se duvidar volto a crer em Papai Noel, o momento é de confraternizar, de desejar o bem e o receber também, de mudanças, e de aceitação, por que não? Mudar o que é possível e aceitar com serenidade, o que ainda levará tempo para se transformar, para ser e acontecer. Deste modo, completamente tomada pela atmosfera de Natal , decidi que não quero e nem vou tomar medidas extremas, vou adiá-las e já que a única luz no fim do túnel que consigo vislumbrar são as luzes natalinas, eu vou fingir que esses estranhos, que chegaram no meu pedaço sem avisar, são visitas temporárias e que logo, logo, de um jeito ou de outro estarão pegando o beco, indo embora, desaparecendo da minha vida, mas para não ter que dar de cara com eles a todo instante, vou ter que fazer umas mudancinhas aqui, disfarçar um pouquinho ali e deixar para 2011 a decisão mais radical, ou seja, a de cortar ou pintar o cabelo que nos últimos dias sofreu o ataque repentino de três fios totalmente brancos, o sinal, de que a maturidade dos "quarenta "chegou definitivamente. Entenderam agora a razão da minha perplexidade, do meu desepero e de uma certa indignação?. Sempre que ouvia da minha mãe, que "o cabelo é a moldura do rosto", pensava no quanto eu estava ferrada se isso fosse realmente verdade, pois, de toda família, que eu me lembre ,apenas eu e uma prima, herdamos o cabelo um tanto quanto rebelde da minha avó, então, estou sempre ás voltas com meus problemas capilares , isso, realmente me tira do sério e me atormenta. Recentemente, por conta e risco, fiz uma dieta alimentar muito restririva e uma das consequências, foi que o meu cabelo caiu horrores ,e o pobre , apesar de encaracolado , é bem fino(???), cheguei a pensar que ia ficar careca por completo. Por conta disso, deixei de cortar meus cabelos , também tomei a difícil mas necessária resolução de não mais pintá-los. Aí, minha filha, que é míope mas não é cega, me fez o favor de achar um fio despigmentado e bem visível na minha vasta (cof cof) cabeleira, abalada com essa descoberta, fui examinar melhor no espelho e como quem procura acha, encontrei mais dois . Agora, são três fios albinos a enfeitar essa cabecinha maluquinha ,e aí já era a decisão equilibrada de cuidar melhor dos cabelos e de assumir o ônus da maturidade. O meu desepero só não foi maior, porque ao pesquisar sobre o assunto , achei matérias bem interessantes e percebi que muitas mulheres passam por dilemas parecidos com os meus, ao percorrer esse caminho sem volta ,que nos leva ao amadurecimento, um deles é exatamente este, a dúvida de assumir os fios brancos , com todos os seus encantos e desencantos, ou ,encarar idas ao salão todo mês para disfarçar a presença desses inimigos íntimos e você, amiga querida, já se deparou com esse momento?. Me conta o que você fez ou como se prepara para esse encontro desconhecido e inevitável com a maturidade? Eu vou mais volto ,sem os diabinhos blancos, pois, encontrei várias soluções para resolver o meu problema, a curto, médio e longo prazo mas aceito outras sugestões, tá?
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Talyzie Yanne Passos
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12/18/2010 11:42:00 AM
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terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Ser Real x Ser Virtual
Sou uma pessoa inquieta e questionadora por natureza, é difícil algo passar desapercebido por mim, é raro não prestar atenção ás pessoas, não ouvir o que me falam e escolher a profissão que exerço só fez aguçar esse meu jeito de ser , também não é raridade colocar esse meu cabeção de cearense pra pensar, dedico horas a essa tarefa, portanto, sou uma pensadora, antes de tudo. Nos últimos meses tenho vivenciado dúvidas, incertezas, inseguranças, questionamentos, com relação a quase tudo que me rodeia e vira e mexe me pego refletindo sobre isso aqui também, o tal do Real x Virtual. Antes mesmo, de ter um blog pra chamar de meu, quando eu era apenas e tão somente uma assídua leitora de blogs, eu já me perguntava: E se eu tivesse um blog , será que me exporia assim? Será que eu escreveria sobre minha vida desta forma ? Será que escreveria descaradamente a verdade?. Eu revelaria quem sou ,sem pudor, sem reservas? Ou quem sabe criaria um mundo irreal, uma vidinha imaginária, rica, linda e feliz?.Quem é que iria saber que estou mentindo? Que estou falseando a minha realidade? Afinal de contas, é tudo virtual mesmo, é tudo permitido. Não é assim não, primeiro, mentira nenhuma se mantem por muito tempo, seja no mundo real ou no virtual, a verdade sempre vem á tona e com todas as suas consequências, depois, essas duas palavras , que a princípio até podem parecer antagônicas, estão mais próximas uma da outra do que a gente imagina, ao menos para mim, já que eu não sei separar o que penso, o que escrevo, o que sinto e dizer: isso é do mundo real e isso aqui é do meu mundinho virtual. O fato é que para se criar um blog e fazer a opção de agir de forma cristalina e verdadeira, ao expor sua vida, seus pensamentos e sentimentos, é preciso ter coragem e rezar muito para que do outro lado existam pessoas reais, que te respeitam mesmo que não se identifiquem com as tuas ideias, com a tua forma de viver. Quando eu era mais jovem costumava chamar esse tipo de gente de "cara legal" e você?. Ao comentar nos blogs que visito e gosto, ás vezes (como ocorreu hoje), me deparo com recadinhos não muito educados, que chego a ficar triste e chateada como se fossem escritos para mim, acho que é porque agora eu sei como é trabalhoso criar e manter um blog e olha que o meu, apesar de limpinho, é bem humilde.Fiquei encafifada com esse comentário, feito de forma grosseira mas que não deixa de ter uma verdade contida nele, a pessoa reclamava de que não havia nenhuma foto da blogueira, que tudo aquilo inclusive ela ,era uma fraude, era fake. Naturalmente, comecei a me questionar sobre o assunto , minha filha, vive me dizendo que as pessoas acessam os blogs para verem fotos e que não gostam de ler, será? Eu adoro ler, desde pequena. leio tudo que caí nas minhas mãos ou que encontro no chão e ainda que goste de ver fotografias , eu prefiro ler o que as pessoas escrevem nos seus cantinhos, onde encontro textos deliciosos, com pitadas de humor, inteligentes, informativos, com dicas de viagens, de decoração, culinária, artesanato, poesia, leitura e é isso que verdadeiramente me encanta. Tudo isso é para dizer que antes que alguém me ache uma fraude e eu me importo muito com isso, porque sou uma pessoal real e tudo que escrevo é o que penso (bom ou ruim), é o que sinto (doa a quem doer), vou me despir da burca e me apresentar fisicamente pra vocês. E depois de muito pensar, conclui que não é legal não ter noção de como é a cara da pessoa que escreve essas babaquices aqui, o problema é que depois que me mostrar as meninas de Fortal City vão poder me dar uns tabefes quando me encontrarem pelas ruas da cidade, é o risco que corro e aceito, ainda tenho certos pudores mas aviso que em breve vou jogar a burca fora. Agora, preciso voltar ao batente, meu recreio acabou, estou estudando Ciências com a filha que ficou de recuperação e a menina só estuda comigo grudada nela. Eu vou ali cair de boca na mitocôndria, nos ribossomos, no complexo de golgi mas eu volto sem a burca.
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Talyzie Yanne Passos
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12/14/2010 10:33:00 AM
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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Chove, chuva..... chove sem parar!!!!!
Que tempo mais doido esse de Fortal City, choveu a madrugada toda e continua caindo água, eu gosto muito, sou serrana, gosto de frio.Infelizmente, ainda não dá pra falar em frio e tampouco sair por aí com roupas quentinhas e macias, a chuva veio mas ainda tá quente, abafado mas o que importa é que choveu. Com uma mudança tão drástica de clima acabei ficando gripada, o remédio foi ficar em casa descansando, resolvendo algumas pendências por telefone, vendo tv e sonhando. Que chato né? E nada tem me empolgado mais do que assunto de decoração, acho que é porque vou me mudar para um apê novinho e ainda não sei que tipo decoração vai rolar por lá. Também tem o agravante de que nunca morei em apartamento, sempre vivi em casa, grande, com quintal e jardim. Sei que apartamento pede uma decoração mais clean, mais leve mas definitivamente tou longe disso, gosto de móveis antigos, de objetos de arte, então, tenho muitos quadros, muitas louças , herdei móveis de pessoas queridas e sinceramente não sei o que fazer, por enquanto, corro léguas da ideia de me desfazer das minhas lembranças, da minha história., afinal cada objeto comprado, garimpado, conta um pouco de mim, de quem eu sou. Alguém me entende? Assim, durante algum tempo, vou mostrar aqui minhas dúvidas e decisões sobre a decoração do meu apê, não quero que o meu novo cantinho tenha cara de loja de decoração mas que tenha a minha cara e a dos meninos. Eu vejo cada menina prendada e arteira nos blogs que visito e com certeza elas tem sido uma fonte de inspiração e aprendizado para mim. Como o papo é sobre decoração e meu estilo nada minimalista de ser, vejam que penteadeiras fofas eu achei outro dia enquanto passeava por aí, é só pra ter uma ideia do tipo de móveis que eu gosto, tá?
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| A minha favorita e esse banquinho com almofada é tudo de fofo. |
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| Amei esta. |
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| Todas lindas não? É uma pena que a única menininha que eu tenho não goste de rosa. |
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Talyzie Yanne Passos
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12/13/2010 07:14:00 AM
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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
A difícil arte de ser homem... (lá em casa).
| Meu pequeno grande homem, ainda hoje ele dorme com esse ursinho. |
Ele é impaciente, zangado, verdadeira "carne de pescoço" como se costuma dizer aqui no meu Siará mas aguenta com resignação todas as minhas rabugices, minha verborragia diária, meus cinco minutos de "maluco beleza". E se por acaso perde a curta paciência comigo ele passa o dia todo se penitenciando, é um tal de me achar linda mesmo quando acordo com a cara toda amassada, não importa, pra ele sou sempre linda. Antes de ir dormir sempre pergunta: Quer alguma coisa? Água, chá, cerveja, cachaça(???). Gente, esclareço, eu não bebo, no máximo tomo um bom vinho e uma cervejinha gelada pra aguentar o calorão de Fortal City, fazer o quê? ,se o homem é um verdadeiro gentleman. Ele é o homem da casa e cabe à ele as tarefas mais chatas , porque Aymée que não é besta nem nada, nessas horas faz papel de menininha, monta no saltinho e sai de fininho, então, o menino é quem acaba fazendo, não sem antes reclamar, chutar pedra mas ele faz, é ele quem acorda as dorminhocas da casa, que vai na padaria comprar pão quentinho para o café da tarde, que paga as contas na Farmácia (ninguém merece a fila da Pague Menos, cruz credo), que coloca o lixo pra fora, fecha os portões á noite, é o filmista da família (palavra criada por ele, o mesmo que fotógrafo e responsável pelas filmagens da família Passos), que aguenta a total ausência de gentileza do dono da mercearia perto de casa e que foi apelidado por mim de Seu Lunga (o mesmo que sujeito ignorante e sem senso de humor), durante o dia ele vai várias vezes no Seu Lunga comprar doces pra Madame Aymée. E antes que me acusem de '' exploração de menino" vou parar por aqui mas me diz se não é pra ter dó desse homem? Também é verdade que o sujeito é insultante, reclamão e cheio de manha, sente o drama: ele acorda muito cedo e cisma que quer tomar café e a criatura que vos escreve adora dormir por horas a fio mas como boa advogada que é, chama o menino para um acordo e tenta convencê-lo dos malefícios do café e a tomar um achocolatado, sem lograr êxito , parte para a chantagem emocional e barata (que é mais ou menos assim: eu acordo cedo a semana inteira e nem no fim de semana posso dormir? O tempo da escravidão já passou.Eu preciso desse sono pra descansar a minha feiúra, digo, a minha beleza, já não bastaram as noites que passei em claro por você?, vixe, como eu sou chata!!!) e quem disse que ele cede?. É ruim heim?. E insiste em beber o bendito do café , assim como só quer comer o famigerado miojo feito por mim, pois, eu sou a única que consegue deixar o macarrão do jeitinho que ele gosta, isto é, na consistência de papa. Esse homem, menino, no alto de seus doze anos e que muita vezes mais parece um senhor de 62, tão grande é a sua preocupação com o bem estar de todos que o cercam, não é não, vovô e vovó?, dia após dia me enternece com esses cuidados para comigo e com a irmã, um menino que me faz rir e me descabelar com o vasto vocabulário que é capaz de criar e olha que ele nunca assistiu "O bem amado" e nem pôde se inspirar no impagável Odorico Paraguassu ( alguém lembra? ou eu é que sou velha mesma?).Oi, Colégio 7 de Setembro, dá pra prestar atenção no português desse menino? Tá, eu agradeço.Esse menino, que abre a porta do meu quarto, de cinco em cinco minutos, para comentar sobre futebol, para me contar as notícias que ele assistiu no Jornal Nacional ( e que eu não assisto), ou que usa tudo isso como pretexto pra dizer: Mamãe estou aqui, me dá um pouco de atenção, esse menino, que quando chegou quase me mata de susto, porque eu, doidinha como sou, não sabia como cuidar de um boy, eu que a vida toda brinquei de bonecas e que só convivi com meninas, irmã, primas, colegas de colégio (católico, dirigido por freiras e só para garotas), fiquei meio que perdida e com um baita medo de não dar conta daquele menino. Nossa e como foi difícil,no ínicio, pra mim e pra ele, eu até pensava que podia ser tranquilo como foi com a Aymée, o bebê mais zen da face da terra, quase não chorava, dormia à noite toda e muitas vezes eu chegava junto ao berço pra ver se ela estava respirando, tamanha a sua tranquilidade. Mas com esse menino foi tudo diferente, ele passou os seis primeiros meses chorando á noite toda,ora de fome (nada o saciava), ora por pura manha, teve cólicas, dores de ouvido, de garganta, não tinha quem o fizesse dormir no berço, só dormia comigo ou com a babá, enfim, paguei todos os meus pecados aqui na terra até esse moleque completar um ano. E o nome que escolhi com antecedência e depois enjoei de tal forma que não aguentava nem pronunciá-lo, por isso só foi batizado bem tarde, só quando resolvi lhe dar um nome composto mas a luta foi grande até decidir que nome combinaria com Daniel e assim, ele foi João Daniel, Joaquim Daniel, Ângelo Daniel, cada ida a pediatra era um nome diferente e esta devia morrer de pena daquele bebê gorducho, cuja a mãe era louca de pedra, é isso aí, pedra,me lembra Pedro (???) e foi assim que arranjei um nome para o menino. Hoje, não importa como o chamo se de Dandan, Pedrão, Pedroca ou Daniel (ele prefere esse), o que é realmente importante é que a minha vida mudou com a chegada desse menino e se muitas vezes demoro a entendê-lo é porque ele é tão parecido comigo que chego a ficar confusa, mas não tenho dúvidas de que tê-lo foi uma escolha acertada, esse menino tímido, sensível, é o meu bem mais precioso, é o meu porto seguro, é o meu bálsamo, meu amigo de todas as horas, aquele que me faz um carinho sem que eu peça, que sempre me surpreende com um cuidado, uma gentileza, acho que quem é mãe de menino e menina, sabe bem do que estou falando, o menino consegue ser infinitamente mais protetor, mais cuidadoso conosco do que as fillhas, pelo menos aqui em casa percebo isso, não que eu viva a fazer comparações ou estimule a competitividade entre irmãos, é apenas uma constatação, acho a minha menina em algumas situações mais individualista que o meu menino, sei que existem muitas explicações na psicologia (oi Freud?) para o relacionamento entre mãe e menino macho (como diria algum cliente meu) ,mas deixemos a psicologia e o complexo edipiano para uma outra ocasião, pois esta, é tão somente pra dizer da felicidade e do orgulho que tenho de ser mãe de menino e também porque o bichinho, carente de doer vive dizendo que eu só falo da Aymée, eu sei, são ciúmes dessa mãe aqui, quem manda eu ser legal né?. Alguém entende esse menino?. Ele é do norte, carente, abrace forte, viu?.
| Que saudades!!! Daniel e a Bisa (antes de ficar doentinha), numa manhã de domingo lá em Viçosa. |
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Talyzie Yanne Passos
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12/10/2010 05:50:00 AM
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