mademoiselles e messieurs

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quinta-feira, 11 de novembro de 2010

HOJE QUEM FALA É ELE: Carlos Drummond de Andrade

Qualquer tempo é tempo
A hora mesma da morte
é hora de nascer.

Nenhum tempo é tempo
bastante para a ciência
de ver, rever.

Tempo, contratempo
anulam-se, mas o sonho
resta, de viver

(Poesia "Qualquer" retirada do livro A falta que ama)



                                                      Eis um homem verdadeiramente chique. 



                                                             Merci Drummond.