mademoiselles e messieurs

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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Camaleonicamente


Minha mente é inquieta,
feito um menino encapetado
Minha prosa é direta, franca
meu sotaque é doce, apressado
nordestino de ser.
Meu olhar é sincero, não desvio nunca
afetuosamente observo
meus amigos,
desafiadoramente encaro
quem de mim não gosta.
Perigosamente
tudo em mim
é intenso.
Não gosto de nada pela metade,
um copo de água pelo meio
é um copo que não está cheio.
Meus amores, sentimentos
meus desejos
loucos, insanos
não camuflo, não escondo.
Abomino
meias verdades
amores pela metade.
Prefiro a verdade nua, crua
do que em doses homeopáticas.
Eu vivo
na tênue linha que separa
o que é normal
da insanidade plena.
Não tenho pudores de lutar
por aquilo que desejo
e acredito.
Despudoradamente
luto
para continuar
vivendo...